Ouvir e desfrutar!

06/11/2009

Hoje trago pro Canto de Escritos um vídeo bem especial.

Cássia Eller foi uma das maiores cantoras que o Brasil já ouviu. É sem dúvida uma das maiores intérpretes que já tivemos.

Cantava com uma energia e talento que não se acha muito fácil por aí.

Nesta música de Nando Reis, ela e Nando cantam juntos em um momento que se tornou histórico para a música. O Acústico MTV da Cássia.

Ouçam e reouçam, está uma belezura.

Um beijo da Fereh.

P.S: tem sobrado menos tempo para atualizar, ta corridão. Mas sempre sinto falta de postar aqui. Obrigada aos fieis e novos visitantes tb!

Fereh Indica:

28/10/2009

Russel e o determinado Fredricksen

O filme que indico dessa vez não está mais nas salas de cinema na maior parte do país.

Porém para quem não acompanhou nas telonas, procure o seu nas videolocadoras.

Trata-se de: Up – Altas Aventuras

Dos estúdios da Disney e Pixar (uma dupla eficaz),  com direção de Pete Docter e roteiro de Bob Peterson. Um dos melhores filmes de animação que já assisti. Pra começo de conversa o personagem principal é um velhinho, coisa pouco comum em filmes do gênero. Carl Fredricksen (Edward Asner) é um vendedor de balões que, aos 78 anos, está prestes a perder a casa em que sempre viveu com sua esposa, a falecida Ellie. O terreno onde a casa fica localizada interessa a um empresário, que deseja construir no local um edifício. Após um incidente em que acerta um homem com sua bengala, Carl é considerado uma ameaça pública e forçado a ser internado em um asilo. Para evitar que isto aconteça, ele enche milhares de balões em sua casa, fazendo com que ela levante vôo. O objetivo de Carl é viajar para uma floresta na América do Sul, um local onde ele e Ellie sempre desejaram morar. Só que, após o início da aventura, ele descobre que seu pior pesadelo embarcou junto: Russell (Jordan Nagai), um menino de 8 anos.

Como a maioria dos filmes destinados ao público infantil, Up, é recheado de belas lições de vida. Este em especial mostra cenas de grande sensibilidade auxiliadas por takes de primeiro e primeiríssimo planos (bem próximo, destacando os rostos dos personagens). É uma bela produção e surpreende por trazer assuntos e imagens emocionantes. Mais uma grande tacada dos estúdios Disney-Pixar.

Eu recomendo.

P.S: Qualquer semelhança com a história do padre brasileiro e seus balões voadores é mera coincidência.

P.S²: Obrigadíssima a todos os visitantes pela leitura no meu último escrito “Sobre quando Zionteró amanheceu inacreditável”. Fiquei muito satisfeita. É muito importante pra quem escreve que existam os leitores e principalmente as opiniões de leitores. Thanks!! \o/

fonte: www.adorocinema.com

Capítulo III!

20/10/2009

Moça na Janela - Salvador Dalí

… Os simpáticos habitantes experimentavam um misto de contemplação e confusão. Nada mais era como antes e até quando duraria ninguém sabia. Um sonho vivido e degustado em tempo real, era o que parecia aos perplexos mas animados cidadãos  de Zionteró. Não havia muito o que fazer a não ser aceitar e desfrutar.

Petzilou já havia feito todas as perguntas a todas as pessoas possíveis. Não havia Prefeito, padre, professor, jornalista, filósofo, ator, sábio ou diretor que pudesse esclarescer algo. Havia  um princípio de adaptaçãona segunda semana. Mas era tudo novo, belo, vivo e incomum demais para se habituar. O que se pode notar de positivo na cidade foi o aumento da produtividade em todos os setores. Talvez pela influência da música agora espalhada por Zionteró. Ou o fato de o som poder ser visto em formas múltiplas.

Possivelmente as águas magnificamente coloridas, as fotos projetadas no céu em dias de chuva e trovoadas, plantas com rostos e expressões ou ainda arco-íris facilmente comestíveis. Isso tudo certamente mudaria o dia a dia de qualquer um. E na tentativa de viver o estranho novo, as pessoas sentiam orgulho ao mostrar aos amigos, durante os trovões, seus melhores momentos de vida relatados no céu. Aquilo era então um dos momentos mais esperados em Zionteró. Ainda mais quando se ouvia aquelas sintonias de formas coloridas a cada chuva.

Nunca mais se ouviu falar em mau humor ou gente deprimida em dias chuvosos. E Petzilou seguia na rotina comum. Saiu para trabalhar, avistou algumas formas de sons do trânsito, árvores de rostos pensativos. Logo após uma garoa bossa-nova, pegou um pedacinho do arco-íris pra comer no caminho. Subiu na montanha prateada, chegou em casa, olhou para o seu quarto e ouviu todas as formas da mobília. Foi assim que Petzilou adormeceu na pequena e não mais pacata  Zionteró.

FIM

(Fernanda Rocha. Todos os direitos reservados ao autor)

Capítulo II…

14/10/2009

obra de Salvador Dalí

(continuação…) Sobre quando Zionteró amanheceu inacreditável

Quando ia chover era um corre corre de gente olhando para cima tentando apressar o foco da visão e tentar ver o máximo de “foto-trovões” possível. Zionterenses costumam fazer muitas fotos de seus momentos especiais, mas jamais, nem em seus mais secretos sonhos imaginaram vê-las no céu. A chuva nunca fora tão aguardada, era um espetáculo nos céus durante cada trovoada. E outro belo espetáculo quando a água da chuva caía; afinal  era uma inovadora chuva musical.

Petzilou achava que  já tinha visto tudo naquela marcante semana. Mas notou que estava errado quando viu que um girassol ganhava expressões faciais bem no centro da flor. Ver o som das coisas e ouvir as imagens que olhava ainda não era tudo. Agora ele se deparava com um indeciso e confuso girassol. Será que aguentaria tanta  novidade para seus sentidos?

Num mesmo instante o impressionado Petzilou podia ouvir as formas do girassol, ouvia qualquer forma que olhasse. Estava  vendo o som do vento, vendo o  barullho das asas do  beija-flor. Era surreal, mas era bom. Tanta informação parecia mostrar a vida pulsando mais forte, as sensações transbordando pelo ser.

O girassol ensaiou um sorriso, enquanto o confuso Pet correu para molhar o rosto na primeira poça que encontrou. Magnífica poça d’água rosa e amarela, ele teve que admitir. Com medo do solitário girassol, seguiu andando quando gritou repentinamente ao tropeçar num toco de árvore recém cortado pela Prefeitura de Zionteró. O toco fez cara de muita dor e chorou. Seria então assim que as plantas sentiam uma dor real? Pensou Pet…

(Fernanda Rocha. Todos os direitos reservados ao autor)

(continua no próximo post/capítulo)

 

Divulgação

Sobre quando Zionteró amanheceu inacreditável

Daquelas esferas em preto e branco, Petzilou nunca tinha visto. Não assim. O dia amanhecera diferente ali, em Zionteró. Era possível ouvir as imagens, as cores e também enxergar o som. Todos podiam ver o som, a música, nas mais variadas formas.

As montanhas verdes de Zionteró agora estavam curiosamente prata, tons de prata e azul. Teria alguém mexido em tudo? Os anjos,  guardiões do universo… teriam eles brincado enquanto a pequena cidade dormia?

Não se tinha notícias de nada parecido com aqueles cenários, pelo menos nos últimos 400 anos. Os vários riachos do local eram agora uma mistura de água colorida e música clássica. A população não conseguia crer naquilo tudo. Rios, riachos e cachoeiras todos alaranjados, amarelos e lilázes; onde a cada instante se podia  ouvir música, vários trechos suaves, claros e intensos.

Como acostumar-se aos arco-íris comestíveis desde então? Era sem dúvida o dia mais incrivelmente inacreditável da singela Zionteró. Petzilou passara horas tentando entender. Esfregou os olhos, se beliscou…tudo em vão. Não sabia mais o que fazer, a não ser continuar andando para todos os lados da cidade.

Ele não poderia negar que o lago em frente ao seu trabalho, tocando Bethoven, estava relaxante e especial. Lavar as mãos com água laranja-lilás era diferentemente bom. Levou um susto quan do viu que iria chover  e ouviu barulhentos trovões. Como seria possível aquilo?

A terra definitivamente insandecera. A cada trovoada podia-se ver projeções de fotografias  no céu. As mais variadas fotos de belos momentos, felizes encontros de famílias Zionterenses.

… (continua no próximo post/capítulo)

(Fernanda Rocha. Todos os direitos reservados ao autor)

Seja Você Mesmo

05/10/2009

Minha amiga Grazi me mostrou esse vídeo. Ora que coisa mais fofa, não?

Achei uma graça, tanto a ilustre apresentadora do tema quanto ao próprio tema em questão.

Diz a fofinha do vídeo:

Alguma coisa está errada.

Você esqueceu que é única!!

Em toda a história do mundo

Nunca vai haver uma outra Você

Então por que vc está tentando parecer com outra pessoa?

Você tem o poder para parar isso!

Eu preciso crescer querendo parecer com outra pessoa?

Eu acho que não!! Eu sou só uma criança!

 Beleza não é o quão magra você consegue ser.

Vamos mudar isso!

Vá em frente

Saudável

Volte a ser saudável

Volte ao seu número.

O número certo, não o de outra pessoa.

Por que você está tentando parecer com outra pessoa?

*contribuição: Graziela Martelo

Careta?

03/10/2009

 

foto: divulgação

“Careta? De careta tenho nada. Careta mesmo só as do rosto,
Daquelas que a gente faz em horas de mau gosto”.

 (Fernanda Rocha)

foto: fotosearch.comNo post segue mais um poema meu. Relatos de uma situação que todo mundo com certeza já presenciou.

Podem até não ter notado ou se impressionado, mas que já viram, ah já.

Fereh.

 

Que não vale um tostão

Podia ser
O Zeca
O Pedro ou
João
Que te oferecia
5 doces por 1 tostão
‘Leva seis e
Tá na mão’
Que entrava
Na padaria
Mão encardida
Pedindo moeda
Pro tio ao meio dia
Zeca, Pedro ou João
Tanto fazia
200 rostos
Na multidão
Sempre pedindo
Atrapalhando
No corre corre
Na confusão
Não dava tempo
Será possível!
Pagar moleques
Na recessão
“Estão mentindo”
Vovô dizia
Querem trocados
Pra diversão
Mas parecia
Me lembro bem
Cara de fome
Desilusão
Do Zeca
Do Pedro ou
João.

(Fernanda Rocha)

Ouçamos Cazuza!

24/09/2009

Mais músicas e vídeos que Fereh indica a vocês.

Podemos achar o que for, pensar o que for e criticar quem for. Os hábitos, vícios e a vida louca que Cazuza levava não são exemplos que queremos para nossos filhos. OK. Mas e??

Um pensamento que gosto bastante é que não temos que ter a ver com nossos cantores, atores, escritores, artistas favoritos. Non è vero?

Aprovando ou desaprovando alguém, da para sentir de longe quando um artista  contribui/contribuiu com a cultura de um país. Quando tem ou não talento. E ponto. Tinha AIDS, usava drogas (era do grupo dos assumidos), não fazia sexo seguro, teve boa vida..mimado, etc. Mas foi um dos grandes poetas da música brasileira. E ponto.

Tem tanta letra bonita…aquele romance todo elaborado entre os que se apaixonam, e um sabor anos 80 para quem viveu a década colorida hehe. Quem não conhece as músicas, corra procurar. Ouço diferentes tipos de música, estilos musicais. Mas não me canso de incentivar a música nacional, por perceber quanta coisa boa temos… ou principalmente tanto tivemos. (Será que os teenagers de agora só ouvirão Fresno, NX Zero, a mocinha do Cross Fox, Kelly Key, Latino, Dança do Créu, etc…?) God bless you hiihi : )

foto: divulgaçãoHoje trago mais um texto da minha amiga jornalista, Ana Ceron!

Eu adoro essa crônica da Ana. Um dia a professora dela pediu (em épocas de faculdade obrigatória): façam um texto sobre a ‘expedição’ de Terráqueos ao planeta Marte. Na verdade o envio da sonda Fênix.

A Ana escreveu e ficou assim, confira!

Alô alô, marciano..

Estou preocupada com os nossos “vizinhos” marcianos. Esta semana a Nasa mandou uma sonda, chamada de Fênix, para vasculhar o planeta vermelho e descobrir alguma coisa: água, ouro, pedra ou vida. Já pensaram se a Fênix descobre alguém por lá? A tranqüilidade marciana está com os dias contados!

Em pouco tempo a Terra enviará excursões para lá, com máquinas fotográficas, músicas repetitivas e crianças gritando. Marte provavelmente ganhará uma sede da TV Globo, da Google e do Mc Donald’s; que serão a sensação dos turistas terráqueos nas suas viagens de lua de mel ou de 15 anos. Pobres marcianos! Já não basta levar a culpa por qualquer luz piscando no horizonte, ainda são obrigados a “nos engolir”. Quanta arrogância terrestre!

Ainda não estou convencida da importância desta grande expedição interplanetária, que eu saiba existem lugares mais próximos que necessitam de missões terrestres. Lugares menos quentes do que Marte, menos enigmáticos, mas bem mais humanos, bem mais carentes. Os moradores da humilde Terra, seres dotados da incrível capacidade de destruir as coisas, já têm um planeta para recuperar, uma Amazônia para preservar e mais de 6 bilhões de pessoas para cuidar e conscientizar. Será que dão conta de dois planetas?

Que eu saiba, os marcianos sempre ficaram na deles, até passearam por pela Terra, mas nada de sondas. Tudo muito respeitoso, cada um na sua – eles parecem levar a sério a política da boa vizinhança. Deveriam avisá-los do perigo terráqueo, dos danos que podem causar. Marte vive tão bem sem carros, avenidas, prédios, lixo nas ruas e palavrões. Sem filas no banco, poluição sonora e baile funk. Definitivamente, eles vivem muito bem sozinhos.


Caso algum marciano esteja lendo esse texto, por favor avise seus conterrâneos para que se escondam, procurem abrigo e em nenhum momento cruzem o caminho da Fênix. Essa sonda, como nome de pássaro, pode acabar com a paz marciana, com o doce silêncio do universo; trará informações comemoradas na Terra e nada agradáveis para vocês. Os humanos podem até parecer engraçadinhos, com tantos dedos e um rosto tão diferente, mas somos prejudiciais à saúde marciana e à terráquea também. Cuidado! Ah! Aqui quem fala é da Terra.

(Ana Ceron)